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sábado, 25 de junho de 2016

Frascos de Perfumes do Egito Antigo
(por Paulo Filho)



Os perfumes faziam parte da vida dos egípcios até mesmo depois de sua morte. Muitos egípcios das classes mais altas da sociedade, colocaram perfumes em suas tumbas para manter sua pele cheirosa e suave na vida após a morte. Uma vez que os egípcios acreditavam que a alma do morto ascendeu, seus parentes faziam com que perfumes acompanhassem o espírito do falecido.



Urnas incrustadas com ouro, potes de cerâmica delicada e calcedônias cheios de compostos aromáticos eram colocados nos túmulos. Tão poderosos foram alguns dos óleos usados, que 3.300 anos depois da morte de Tutancâmon, um rastro de perfume nos potes hermeticamente fechado de unguentos foi detectado quando a tumba foi aberta.

Perfumes também eram usados durante o processo de embalsamento dos corpos no Egito Antigo. Mirra em pó, cássia e outros perfumes eram usados neste processo.
Os egípcios tinham orgulho dos belos recipientes que guardavam seus perfumes.

 Estes frascos de perfume eram também confeccionados com grande cuidado. Os recipientes eram feitos de materiais tais como alabastro, vidro, madeira de ébano, e porcelana. Alguns frascos de perfume eram feitos de ouro e pedra preciosas. Quando o vidro foi inventado no Egito por volta de 1558 AC, foi considerado mais precioso do que jóias.


Paulo Filho é um Historiador de Perfumes e professor de História no Estado do Rio de Janeiro. E também um amante de perfumes a mais de trinta anos.

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

                    As Origens do Perfume 

                                                (por Paulo Filho)


Quando se fala em origem do perfume, onde ele nasceu, nos vem a mente o Egito. A ideia não está de todo errada visto que há numerosas evidências arqueológicas da importância do uso de perfumes na sociedade egípcia. Mas olhando mais profundamente, os historiadores e arqueólogos encontraram evidências mais antigas ainda, no período Neolítico, na Mesopotâmia, berço das primeiras cidades da humanidade, da fabricação e uso de perfumes.
 De acordo com baixos-relevos encontrados na região, os primeiros fabricantes de perfumes foram mulheres. Isso mesmo, mulheres. Acredita-se que por serem retratadas nesses baixos-relevos, elas tinham um papel social de destaque junto a nobreza e a classe sacerdotal da época, visto que perfumes tinham fortes vínculos com a religião.
Então é possível afirmar que os primeiros perfumistas da História eram mulheres.
Sabe-se também que as mulheres desenvolveram os primeiros métodos de fabricação de perfumes, tanto na forma de incenso, como de óleos e unguentos. Isso é atestado também através de vestígios arqueológicos encontrados em restos de recipientes com forma zoomórfica de gesso, clorito (um mineral de coloração verde) e cerâmica. O material envolvido na fabricação dos perfumes eram ervas, especiarias e madeiras, algumas até que não eram originárias da região. 



Hoje sabemos que as primeiras cidades da Mesopotâmia foram construídas à beira dos rios Tigre e Eufrates, o que facilitou o comércio e a importação desses materiais. No auge do desenvolvimento da civilização na Mesopotâmia, com o Império Persa, tendo a cidade da Babilônia como uma das mais importantes da época, os perfumes eram usados para perfumar o ambiente de palácios e templos, na higiene pessoal, como óleos para perfumar e dar forma às barbas muito comuns entre os nobres persas, acrescentados à bebidas para realçar o aroma das mesmas e até mesmo em uso medicinal através de fumigação (aplicação de vapores) de determinadas partes do corpo para curá-las. 


A maquiagem também foi um item a parte desenvolvido pelos persas.
Como o perfume e a religião estavam intimamente ligados, os locais de fabricação de perfumes eram os templos. Neles eram fabricados perfumes destinados ao uso da nobreza e também para festividades religiosas e adoração dos deuses.
Esses perfumes em especial eram usados somente para essa finalidade. A civilização egípcia, posterior a mesopotâmica, mantinha laços comerciais com os persas e assimilaram e desenvolveram mais ainda o uso e a fabricação de perfumes, tornando-se conhecidos por isso. Mas foi Alexandre o Grande que, ao conquistar o Império Persa, difundiu pelo mundo o hábito do uso de perfumes, hábito que perdura até hoje. 

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